domingo, 28 de dezembro de 2014

Português?!

Além de falar, é preciso saber ler, escrever e interpretar muito
bem.

Português



Nós usamos a Língua Portuguesa desde que temos apenas dois anos de idade
- às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais, é verdade. Então por que
estudá-la por toda a vida? Simplesmente porque falar não basta. É preciso
saber ler, escrever, interpretar.


E mais: é preciso fazer tudo isso muito bem, já que dominar o Português é condição básica para a boa comunicação e para o êxito profissional.

Por isso, é importante, além de falar bem, conhecer todas as regras ortográficas
e gramaticais da nossa língua.


O Português, nossa língua mãe, nos possibilita uma boa comunicação, facilita
a vida em sociedade e é essencial para o aprendizado de outras disciplinas.



E talvez você não saiba, mas é uma das línguas mais faladas do mundo.



9 motivos para estudar Português

1. Ensina a se expressar bem


Só estudando Português e treinando (muito) a leitura e a escrita que o seu
filho vai aprender a usar a língua da forma correta, tanto oralmente como
ao escrever.


E você sabe: falar e escrever certo é essencial para conseguir
passar em vestibulares, concursos e conseguir  bons empregos. Ou seja, já é
um grande passo rumo a um futuro brilhante!


2. Estimula o gosto pela leitura


Além de melhorar a escrita, a leitura é um excelente meio de adquirir cultura
e até um ótimo passatempo. Passatempo? Sim, é isso mesmo! Só quem já leu um
grande romance, daqueles que a gente não consegue largar antes do fim, sabe
como ler é um ato prazeroso.


3. Aumenta o repertório


Quem sabe interpretar é capaz de ler qualquer tipo de texto e, com isso,
adquirir cultura e aumentar o seu próprio repertório em qualquer assunto.
Se o seu filho se interessa por astronomia, por exemplo, vai ser muito mais
fácil ler e pesquisar sobre o assunto se ele estiver plenamente alfabetizado
e se souber interpretar textos.


4. Evita que "internetês" saia da internet


É inevitável. Ao usar a internet seu filho terá contato com o "internetês"
e suas abreviaturas (você = vc, beleza = blz) e versões de palavras (aqui
= aki). É preciso considerar o "internetês" como a linguagem utilizada
nos meios eletrônicos. Não force para que ele "corrija" o que escreve
neste ambiente. No entanto, o "internetês" deve mesmo ficar restrito
à internet, ambiente em que é aceitável. Fora do computador, é preciso que
seu filho saiba escrever corretamente - e só um bom professor de Português
é capaz de ensinar isso a ele.


5. É essencial para estar bem informado


Hoje saber o que acontece na nossa cidade, no nosso país e no mundo é essencial
para compreendermos a realidade em que vivemos. Portanto, estar bem informado
é imprescindível quando se vai a uma entrevista de emprego, por exemplo. E
é a capacidade de ler e interpretar textos que nos proporciona isso. E não
estamos falando apenas de leitura! Para entender uma explicação sobre os conflitos
no Oriente Médio em um documentário na televisão também é essencial entender
a nossa língua!


6. É a sétima língua mais falada no mundo


Fala-se muito que aprender inglês e espanhol é essencial para os estudos
e o trabalho hoje em dia. E ninguém discorda disso, já que ambos estão entre
as cinco línguas mais faladas da Terra (a mais falada é o mandarim, no entanto).
Mas o que muita gente não sabe é que o português é a sétima língua mais falada
no mundo, sendo idioma oficial de mais seis países além de Brasil e Portugal.



São eles: Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau
e São Tomé e Príncipe. Um bom motivo para aprender - e bem - a nossa língua,
não?


7. É a base para a compreensão das outras disciplinas


Saber Português é essencial para aprender Matemática. Achou estranho? Pois
pare para pensar:
como o seu filho vai entender as explicações do
livro de Matemática se não estiver plenamente alfabetizado? O mesmo acontece
com Ciências, História, Geografia... Por isso, o Português é a base de toda
a vida escolar.


8. Desenvolve a imaginação


Quem lê uma história de ficção automaticamente está usando a imaginação,
afinal é impossível ler a descrição de uma praia, por exemplo, sem imaginá-la.
E isso ocorre não só com crianças. Adultos imaginam o tempo inteiro quando
estão lendo, muitas vezes sem nem perceber. Então, para incentivar o seu filho
a usar a imaginação e torná-lo uma criança mais criativa, nada melhor que
uma boa leitura!


9. Treina a coordenação motora


Aprender a escrever é uma atividade que, além de desenvolver o raciocínio,
treina a coordenação motora das crianças, já que elas aprendem a "desenhar"
letra por letra e depois a juntá-las, para assim formar palavras e textos.
Estudar a Língua Portuguesa é, portanto, importante também para desenvolver
as habilidades manuais das crianças.

Autor(a): Luciana Fleury

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br








quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Educação em Inovação: Os alunos da escola do século XXI

Educação em Inovação: Os alunos da escola do século XXI: Os alunos de hoje – da creche à graduação – nasceram e cresceram em ambiente digital.

Educacao inovacao sinpson
Os alunos de hoje – da creche à graduação – nasceram e cresceram em
ambiente digital. É o que o pensador americano Marc Prensky chama de
nativos digitais. Em certa medida, todos os países têm enfrentado alguma
dificuldade na maneira de a escola (e de o mercado de trabalho) se
relacionar com a nova geração.
Isso porque referidos alunos têm algumas características em comum que
não são as correntes nas salas de aula: preferem o visual ao textual,
preferem o aleatório ao sequencial, muitos trechos curtos a um longo,
fazem múltiplas tarefas simultaneamente, precisam de recompensas
rápidas, não aceitam com facilidade autoridades e críticas, querem se
expressar, gostam de construir redes de contato. Enfim, muito do que se
ouve dos problemas escolares está relacionado com a concepção de nosso
sistema educacional, pensado para um tipo de aluno que não é o que está
atualmente nos bancos escolares.
Há, explicitamente, uma descontinuidade entre eles e seus professores. A
ideia de Prensky é especialmente feliz em mostrar isto: a geração atual
é nativa digital, nasceu fluente nessa linguagem; seus professores são
imigrantes digitais, com todas as dificuldades que um imigrante tem para
se adaptar a outra língua e cultura.
É fácil perceber nosso “sotaque” nessa língua. Eu prefiro digitar num
teclado (e só com o indicador!) a ficar arrastando meu dedo numa tela de
celular ou tablet, algo que me dá uma preguiça enorme. E ler, então?
Quantos não somos os que preferem imprimir um texto a ficar rolando-o
para baixo numa tela (ou, pior, pedimos para outra pessoa imprimir para a
gente). Quantos não preferem ligar a trocar mensagens no whatsapp ou
facebook? Isso é o sotaque! E vai além, é provável que a linguagem e a
forma de se estruturar os pensamentos estejam intrinsicamente ligados.
Se telefonar já não é a primeira opção (nem a segunda, nem a terceira…)
de um nativo digital, ligar para avisar que mandou um e-mail é um
raciocínio completamente sem sentido que nunca passaria pela cabeça
dele.
É disso que se trata o desafio da escola nesse início do século XXI.
Como ensinar alunos que têm formas de raciocinar, valorar e agir tão
diferentes de seus professores? É comum que professores achem que não é
possível se aprender com músicas, filmes ou com o celular – que carrega
mais livros e informações do que as bibliotecas e salas de aula de todas
as escolas da cidade juntas. É natural, eles nunca praticaram a
aprendizagem dessa forma, então lhes é difícil conceber que outros
possam aprender assim; assim como acreditam que a aprendizagem deve
seguir uma estrutura semimilitar e, claro, não pode ser divertida.
Uma solução proposta por Prensky está relacionada com a gamificação –
uma maneira de professores se comunicarem na língua e estilo dos alunos.
A gamificação é uma forma de incorporar a qualquer processo, incluindo a
educação, elementos dos jogos. Se games são interessantes para os
jovens, o que é possível aprender com eles para deixar a escola também
interessante?
Esse é um ponto ao qual quero voltar num post futuro, mas, para este
momento, pense que isso significa ficar falando não por 10, 20 ou 30
minutos, mas por 3 minutos – e 30 segundos, então, é muito melhor! Não é
estruturar um conteúdo vagarosamente passo a passo, culminando numa
avaliação, mas deixar o acesso aleatório, rápido e com feedback
imediato. E, nada de “objetivos de aprendizagem”, instruções escritas
detalhadas e pedagógicas. É preciso trocar, para o aluno, a linguagem
com traços de educação para a linguagem com traços de diversão sempre
que possível (um tópico importante também para pensar o livro didático
dessa escola).
Contudo, isoladamente, uma nova metodologia não garante que a escola
estará mais bem preparada para os desafios do século XXI. Outra questão é
que ela ensina um conjunto de saberes que já não têm mais a adesão da
nova geração. Esse é um processo comum da escola, aprender latim e grego
já foi muito mais relevante, mas chegou um momento que saiu do
currículo escolar. E é difícil fazer o aluno de hoje ver sentido em
aprender a diferenciar mórula, blástula e gástrula.
O sociólogo suíço Philippe Perrenoud é um dos que aponta para as
tradições escolares e as lacunas e descolamentos da realidade estudantil
que elas provocam. Uma de suas ideias é que a escola precisa diminuir
seus currículos tradicionais e incorporar outros elementos,
especialmente das áreas da psicologia, das ciências sociais, da economia
e do direito.
Faz todo o sentido. A vida humana está cada vez mais longa e
multifacetada. E ninguém nos prepara para enfrentar crises e sofrimentos
como a perda de um emprego, o divórcio ou uma doença na família. Ou a
lidar com a angústia, o ciúme e a sensação de insegurança. O que
aprendemos na escola sobre sistemas de ação coletiva, da família e do
círculo de amigos a organizações profissionais e políticas? Quem nos
ensina quando um leasing, uma hipoteca ou um empréstimo no cheque
especial vale a pena? Como se planeja a aposentadoria ou se entende o
noticiário a respeito de inflação e balança comercial? Se eu como
consumidor me sinto lesado, que direitos eu tenho, como posso
reclamá-los, que ações posso tomar? Quais são os direitos trabalhistas?
Como e por que se paga um imposto? Como se aciona um seguro? Como se
chama um bombeiro? Como se abre uma empresa?
Assim como Perrenoud, também acredito que essas são perguntas muito mais
importantes de serem feitas na escola do que, por exemplo, quais são as
características de um movimento harmônico simples. E, provavelmente,
elas estariam muito mais próximas do que os estudantes precisam e
querem. 
Para mim, é muito claro que o problema não é que os alunos estejam menos
aptos a aprender ou a prestar atenção. Eles memorizam nomes e
características de mais de cem personagens do Pokémon (e esse exemplo
também denuncia o sotaque digital do Prensky e o meu), por que não
memorizariam os nomes e capitais de cem países? Não que eu ache que essa
“memorização geográfica” tenha utilidade, mas não é esse o ponto, é que
eles têm essa incrível capacidade e não sabemos como usá-la. Eles dão
atenção a dezenas de tarefas simultâneas, é claro que conseguem prestar
atenção, só não têm a mínima vontade de prestar atenção na aula – e acho
que eles são os menos errados da história…



Veja também



O livro didático e a escola do século XXI


Educacao em Inovacao escola
Alysson Ramos Artuso



Professor e pesquisador da área de educação e livros didáticos.
Formado em Física, mestre em Educação e doutor em Métodos Numéricos,
participou de diversos cursos de extensão, incluindo o Designing a New
Learning Environment da Universidade de Stanford. Já escreveu dezenas de
livros didáticos e editou ou organizou mais de uma centena deles.
www.ieasolucoes.com

Educação em Inovação: Os alunos da escola do século XXI

Educação em Inovação: Os alunos da escola do século XXI: Os alunos de hoje – da creche à graduação – nasceram e cresceram em ambiente digital.

Educacao inovacao sinpson

sábado, 15 de novembro de 2014

10 cidades mitológicas que tiraram o sono de exploradores

Não é de hoje que se imagina sobre a existência de lugares míticos pelo mundo. Há lendas sobre cidades perfeitas, onde há comida infinita, ouro abundante ou sociedades avançadas e com povos sábios. Tudo isso tem levado muita gente a procurar por esses locais sem muito sucesso. Expedições foram iniciadas e muitos exploradores clamaram ter visitado lugares do tipo, mas nunca foram capazes de provar.
Por conta disso, imaginamos que listar as dez localidades mais famosas da mitologia que acabaram com o sono dos exploradores seria algo interessante para aguçar sua curiosidade sobre algumas dessas lendas. Originalmente organizadas pelo SmashingLists, seguem 10 localidades que chamaram muita atenção da humanidade por séculos.

10. El Dorado

Ouro que não acaba mais Fonte da imagem: Red Ice Creations
Essa você deve conhecer pelo menos de nome. Trata-se de uma lenda sul-americana originada a partir dos povos que moravam na região colonizada pelos espanhóis em nosso continente. Havia a promessa de uma cidade feita completamente de ouro, o que atiçou bastante ganância dos conquistadores do local que nunca chegou a ser descoberto.
A cidade misteriosa nunca foi encontrada pelo simples fato de nunca ter existido, sendo que El Dorado era uma pessoa e não uma cidade. Há relatos sobre líderes de um povo chamado Muisca que se cobriam de ouro em uma espécie de ritual religioso e saiam para se banhar em um lago ou rio da região em que moravam.  O mito deve ter se originado então por conta dos passeios até as águas que esses líderes faziam, tendo sido completamente mal interpretados pelos espanhóis gananciosos.

9. Shangri-La

Seria possível criar uma cidade em um local como esse? Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse
O nome desta localidade não deve ser estranho a você também. No Brasil há vários lugares nomeados por conta da lenda, incluindo aí um balneário no litoral paranaense que, segundo relatos, tem características completamente diferentes do que a mitologia esperava para o local “verdadeiro”. De qualquer maneira, o nome foi cunhado inicialmente em 1933 em um livro chamado “Lost Horizon” ou “Horizonte Perdido”, publicado por James Hilton.
O lugar seria um vale místico em alguma parte do Tibet, escondido atrás das sombras de uma grande montanha. Ali, os costumes modernos seriam desacreditados e a terra aproveitada em seu mais puro estado. Toda a sabedoria do planeta estaria também guardada nesse local.
Antes de 1933, o lugar já estaria no imaginário dos exploradores, tendo um português do século XVI chamado Antônio Andrade saído em busca dele, mas encontrado apenas o Tibet.

8. Ilha Brasil ou Hy Breasil

  Uma ilha que se movia pelo Atlântico Fonte da imagem:Wikia
O local mitológico que teria originado o nome do nosso país também entra na lista por ter sido, dos lugares místicos da Idade Média, o mais “encontrável”, se é que podemos usar tal termo. Isso porque a tal ilha foi diversas vezes marcada como um local verdadeiro localizado no Oceano Atlântico próximo ao litoral europeu, mais especificamente nas redondezas do Reino Unido.
A ilha seria um local de farturas e muitos exploradores teriam encontrado a tal ilha algumas vezes. Dizem também que ela foi capaz de se mover nas proximidades o litoral da Europa para enfim chegar à costa brasileira. Por conta disso, a árvore hoje conhecida como pau-brasil ganhou tal nome que, mais tarde, passou a designar o Brasil propriamente dito.
O nome se originou na mitologia celta, por isso “Hy Breasil” no idioma daquele povo. Há menções ao local de muitos séculos antes da chegada dos portugueses a Bahia, tendo sido inclusive título de um poema escrito por um irlandês chamado Moore.

7. Cokaigne

  Jamais alguém passaria fome Fonte da imagem: Reprodução/T3P
Essa localidade seria uma terra de prazeres para os adeptos da gula. Uma terra feita completamente de comida, onde casas eram construídas com tortas e árvores davam queijo. A disseminação desse mito ocorreu pela Europa quando o continente em seu período medieval passava fome e enfrentava guerras e pobreza extrema. Fora isso, com a influência árabe crescente na época, o mito se espalhou, já que o conceito de céu ou paraíso para os árabes era algo como essa Cokaigne.

6. Quivira

  Locais teriam pirâmides e tudo mais feito em ouro Fonte da imagem: CorelPainter
Quivira é uma El Dorado em maior escala. Em vez de uma cidade de ouro, havia sete delas. A lenda começou a se disseminar quando os espanhóis chegaram ao que hoje se conhece como New Mexico, nos EUA. As cidades douradas nunca foram encontradas nem mesmo apontadas em um mapa, mas vários estados que hoje formam os EUA teriam reivindicado essas cidades para seu território, incluindo New Mexico e Texas.

5. Utopia

  Aparentemente o lugar dos sonhos Fonte da imagem: Wikipédia
Outra terra de maravilhas que apareceu nos livros de ficção. Foi inicialmente cunhado o termo para designar um local aparentemente perfeito em 1516 por Thomas More em seu livro “Utopia” ou "Arcadia". A sociedade que cresceu ali seria extremamente simples, ocupada com a agricultura e bastante tolerante. Ainda assim, como praticamente todo lugar inicialmente perfeito, a sociedade tinha algumas características controversas, como escravidão, submissão extrema da mulher ao homem e completa falta de privacidade. Enfim, um lugar em que você não gostaria de morar.

4. Agartha

  Uma cidade no magma? Fonte da imagem: Stranger Dimentions
Mais ou menos na mesma direção das maravilhas que Júlio Verne descreve em seu clássico “Viagem ao centro da Terra”, haveria no centro do planeta um lugar chamado Agartha, uma grande cidade, com pessoas e tudo morando por lá, diferente do que o escritor mostra em sua história de ficção.
A cidade ficaria posicionada exatamente no núcleo do planeta e a possível entrada para chegar até lá estaria posicionada em algum lugar na Antártica — o que não ajuda muito, tendo em vista as dimensões do continente congelado. Há indícios do início dessa lenda na cultura budista, que falava sobre um reino subterrâneo chamado Agharti, nome que foi se modificando ao longo do tempo.

3. Aztlan

  O berço asteca Fonte da imagem: SmashingLists
Essa seria a lendária e mística terra originária do povo Asteca. Ela estaria localizada em alguma parte do atual México. Há relatos sobre o lugar que o descrevem como um tipo de paraíso enquanto outros falam sobre uma elite dominante que comandava o local com mão de ferro, aterrorizando os moradores da região. O domínio de Aztlan seria composto por todo o México e alguns estados dos EUA.

2. Camelot

Um reino justo antes da Inglaterra existir Fonte da imagem: Mistérios de Avalon
A terra do Rei Artur, o mais justo dos soberanos, seria um lugar em que tudo deveria funcionar mais ou menos bem, exceto por algumas guerras com vizinhos aqui e ali. Ainda assim, o lugar é especulado em extensa literatura e conta com uma infinidade de produções cinematográficas, dado o fascínio dos ingleses pelo reino perfeito que um dia teria existido em suas terras. Os relatos sobre Camelot não têm uma data de seu aparecimento inicial e um local exato para o lugar nunca foi apontado. Ainda assim, já se falava em Camelot e Rei Artur muito antes da Inglaterra se consolidar com um país de fato.

1. Atlântida

  A civilização mais avançada de sua época Fonte da imagem: HistóriaBlog
A primeira posição não poderia ser de outra cidade misteriosa.  Atlântida foi mencionada pela primeira vez pelo filósofo grego Platão. De acordo com os contos de Platão, a cidade era construída sobre uma ilha ou pequeno continente, sendo uma grande potência naval, tendo ainda conquistado diversas localidades na Europa Ocidental e África. Isso teria acontecido cerca de 9600 a.C. De acordo com o filósofo, a sociedade era avançada e, quando finalmente tentou invadir Atenas, foi punida pelos deuses, afundando assim no oceano.
Por causa do seu nome, acredita-se que a mais provável localização da ilha seria no Oceano Atlântico e, de acordo com as histórias de Platão, ela foi capaz de conquistar territórios em locais em volta do Mar Mediterrâneo, o que nos leva a uma posição aparentemente localizada na costa atlântica da Europa.
Os contos de Platão sobre Atlântida são discutidos até hoje. Estudiosos acreditam que ele se inspirou em acontecimentos históricos conhecidos em sua época, como a invasão malsucedida da Sicília por Atenas em 415 a.C.
Conhece mais alguma cidade mítica para qual exploradores dedicaram suas vidas? Compartilhe conosco nos comentários.
Fonte(s): http://www.megacurioso.com.br
Imagens

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Copa do Mundo de Futebol


O Brasil na primeira copa do mundo de futebola no uruguai
O Brasil na primeira Copa do Mundo realizada no Uruguai:
Espanha 3 x 1 Brasil
A Copa do Mundo de Futebol é o maior evento do esporte mais popular do mundo. De magnitude similar, somente os Jogos Olímpicos podem ser comparados a um Mundial de futebol.
Até hoje já foram realizadas 19 Copas, em 16 países, de quatro continentes diferentes, a vigésima edição será no Brasil em 2014. No total, 30.852.747 pessoas assistiram às partidas nos estádios que abrigaram a competição. Outras centenas milhões acompanharam as transmissões do evento pela televisão e pelo rádio. Em 84 anos de Mundial, a bola já balançou a rede 2067 vezes e o Brasil ganhou a Copa do Mundo em 5 oportunidades.
Setenta e sete nações disputaram a Copa desde a sua primeira edição, no Uruguai, em 1930. Algumas mudaram de nome, outras nem existem mais. A Fifa, organizadora do torneio, possui mais filiados do que a própria ONU (Organização das Nações Unidas).



Tudo começou com o sonho e a dedicação do francês Jules Rimet em organizar um torneio envolvendo seleções de vários países. O primeiro troféu, que levava o nome do idealizador, teve sua posse definitiva conquistado pelo Brasil. A nova taça, de posse transitória, chama-se simplesmente "Copa do Mundo".
Em 2006, a Alemanha recebeu a 18ª Copa da história em momento diferente de quando recebeu o torneio pela primeira vez, em 1974. À época, o país era dividido pela Guerra Fria em Ocidental e Oriental. Os alemães do oeste viram a seleção da casa faturar seu segundo título.
A edição de 2010 da Copa foi disputada pela primeira vez no continente africano, mais especificamente na África do Sul e a Espanha sagrou-se campeã.

A edição de 2014 também já tem sua sede definida. Pela segunda vez, o Brasil receberá a competição.


A HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO 

De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.
A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association). O troféu de ouro maciço, que mais tarde recebeu seu nome, seria de posse provisória, até que algum país o conquistasse por três vezes.
A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.
Copa do Mundo do Brasil - Maracanã
Copa do Mundo de 1950 no Brasil, estádio do Maracanã:
Brasil 6 x 1 Espanha
O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Primeira copa que o Brasil venceu, foto com Didi, Gilmar, Orlando e Pelé
Didi, Pelé, Gilmar e Orlando
  A primeira copa que a seleção brasileira sagra-se campeã foi na Suécia, foto tirada na final, logo após o apito do juíz.
Brasil 5 x 2 Suécia.
Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.
Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.
Terceira vez que o Brasil é campeão da Copa do Mundo de Futebol - México.
Pelé ergue o punho após o jogo da final na Copa do Mundo do México
Brasil 4 x 1 Itália
Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.
Romário erguendo a taça na Copa do mundo dos Estados Unidos
Branco, Romário erguendo a taça e Dunga o capitão na copa de 1994.
Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.
Gol de Ronal na Copa do Mundo Coréia Japão
Gol de Ronaldo na final da Copa do Mundo da Coréia e do Japão.
Brasil 2 x 0 Alemanha
Em 2006, na Copa do Mundo da Alemanha a competição voltou para os gramados da Europa, o Brasil terminou na quinta posição perdendo para a França nas quartas de final, a Itália levou o título nos pênaltis derrotando a França, a anfitriã Alemanha ficou com o terceiro lugar.


Copas que o Brasil venceu

1958 - SUÉCIA 08 a 29 de julho de 1958
O Brasil partiu para disputar a Copa de 1958 totalmente desacreditado. Afinal, havia carimbado o passaporte para a Suécia com alguma dificuldade nas eliminatórias: empatou com o Peru 1 a 1, em Lima, e ganhou por 1 a 0, no Maracanã. O número de seleções inscritas chegou a 53, representando todos os continentes.
O maior desfalque em 58 foi o próprio Jules Rimet, considerado o pai de todas as Copas do Mundo, que morreu dois anos antes, em Paris, aos 83 anos. Os suecos foram testemunhas da primeira seleção a ser campeã fora de seu continente - o Brasil - acontecimento até hoje não igualado - e o despertar do maior gênio do futebol de todos os tempos - Pelé, na época um rapaz de 17 anos. Em sua primeira Copa, o garoto não se intimidou e foi decisivo na memorável conquista brasileira. 
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Suécia
3º lugar: França 

Artilheiro
Fontaine (França) com 13 gols 


1962 - CHILE: 30 de maio a 17 de julho

Em time que está ganhando não se mexe. Foi baseado neste célebre ditado que a seleção brasileira partiu para disputar o Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile. Mantendo a base campeã do mundo na Suécia, a equipe agora dirigida por Aymoré Moreira, conquistou o seu segundo título mundial. A conquista foi comandada por Garrincha, que com a contusão de Pelé na partida contra Tchecoslováquia, ainda na primeira fase, transformou o ponta do Botafogo no grande astro daquela Copa. Tanto que ele foi um dos artilheiros da competição com quatro gols. O show de Garrincha foi tão fenomenal, que na semifinal contra o Chile - dono da casa - ele foi expulso e a absolvição no Tribunal da Fifa tornou possível a sua presença em campo na decisão contra os tchecos. Coisas de campeão, aliás bicampeão. 
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Tchecoslováquia
3º lugar: Chile 

Artilheiros
Artilheiros: Albert(Hungria), Ivanov(União Soviética), Jerkovic(Iugoslávia), Leonel Sanchez(Chile), Garrincha(Brasil) e Vavá(Brasil), todos com quatro(4) gols.
 


1970 - MÉXICO: 31 de maio a 21 de julho

Desacreditada. Esta é a melhor palavra para definir a seleção brasileira em seu embarque para o México, onde tentaria apagar da lembrança a trágica campanha de 1966 na Inglaterra, quando foi eliminada ainda na primeira fase. Sob o comando de João Saldanha, o Brasil se classificou com tranquilidade para a Copa do México, vencendo a Venezuela, Colômbia e o Paraguai nas eliminatórias. A entrada de Zagalo no lugar de Saldanha e as más atuações em amistosos preparatórios deixaram os torcedores brasileiros com dúvidas sobre a participação no Mundial de 1970. Para a felicidade de todos, esta imagem foi se desfazendo a cada atuação do Brasil em gramados mexicanos. 
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Alemanha Ocidental 

Artilheiro
Gerd Muller (Alemanha Ocidental) com 10 gols 


1994 - ESTADOS UNIDOS: 08 de junho a 11 de julho

Favoritismo. É com esta palavra que podemos definir o sentimento dos torcedores brasileiros antes da Copa de 1994, nos Estados Unidos. Mas nem sempre foi assim. É que a campanha irregular durante as eliminatórias, quando o Brasil sofreu a primeira derrota de sua história nesta fase, diante da Bolívia por dois a zero, em La Paz, colocou o trabalho do técnico Carlos Alberto Parreira em xeque. Neste período, o técnico sofreu críticas de todos os lados, que iam de torcedores a imprensa esportiva.
A reviravolta se deu a partir do jogo de volta contra os bolivianos, em Recife. Foi nesta cidade que a seleção teve o seu primeiro fim de semana tranqüilo nas eliminatórias, onde os torcedores apoiaram sem hesitar a equipe comandada por Parreira. Após a goleada de 6 a 0 sobre a Bolívia, uma luz no fim do túnel começou a ser vista e o fantasma da desclassificação de uma Copa do Mundo, pela primeira vez na história, foi se desfazendo. Mas o grande o momento foi o jogo com o Uruguai no Maracanã. Esta partida marcou o retorno de Romário à Seleção Brasileira. E ele cumpriu o que prometera ao ser convocado: marcou os dois gols na vitória sobre o Uruguai que carimbou o passaporte brasileiro para a Copa nos Estados Unidos. Era o prenúncio de que o então atacante do Barcelona iria brilhar no Mundial. 
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Bulgária 

Artilheiro
Salenko (Rússia) com 6 gols


2002 - CORÉIA DO SUL e JAPÃO: 31 de maio a 30 de junho
O Mundial de 2002 foi organizado pela primeira vez por duas nações, Coréia do Sul e Japão, e terminou com a conquista do pentacampeonato pelo Brasil. A competição também marcou o retorno triunfal do atacante Ronaldo, que, nos quatro anos anteriores, passou por duas contusões graves em seu joelho e sofrera uma convulsão na última final de Copa.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, a Seleção, muito criticada pela imprensa brasileira por causa de seu jogo feio e forte na marcação, ficou conhecida como a "Família Felipão" pela união que o treinador alcançou com o grupo.
Na primeira fase, numa chave fácil, o Brasil passou por cima de Costa Rica, China e Turquia, para eliminar nas oitavas-de-final a Bélgica. Na fase seguinte, com um golaço de Ronaldinho, que minutos depois seria expulso, a Seleção venceu a Inglaterra por 2 a 1. Na semifinal um novo encontro com os turcos e outra vitória: 1 a 0.
A final foi entre Brasil e Alemanha. Com dois gols de Ronaldo, um na falha do goleiro Kahn, eleito o melhor jogador do torneio, a Seleção conquistou o penta e consagrou o estilo Scolari.
Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols, e o capitão Cafu se tornou o primeiro jogador a disputar três finais de Copa seguidas.
A Copa também marcou o vexame de três seleções tradicionais. A França, então campeã, e a Argentina, que realizou campanha extraordinária nas eliminatórias, foram eliminadas ainda na primeira fase, além de Portugal, que voltava a disputar uma Copa após 16 anos.
As boas surpresas ficaram por conta de Senegal, com seu futebol ofensivo, e o Paraguai, com sua ótima defesa. Até os donos da casa fizeram boas campanhas. Japão e Coréia do Sul ficaram em primeiro em seus grupos. O primeiro caiu nas oitavas diante da Turquia, e os sul-coreanos, com muita ajuda da arbitragem, eliminaram Itália e Espanha e só perderam para a Alemanha, na semifinal. 
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Alemanha
3º lugar: Turquia 

Artilheiro
Ronaldo (Brasil) com 8 gols. 


Copa do Mundo de 2006

A Copa do Mundo (ou Campeonato Mundial) de Futebol de 2006 realizou-se na Alemanha e foi vencida pela Itália. Pela segunda vez a Alemanha foi o país-sede (a primeira vez foi no ano de 1974-Alemanha Ocidental), e o único pré-classificado. Pela primeira vez na história do campeonato, o campeão do torneio anterior (no caso, o Brasil) precisou disputar as eliminatórias para poder defender o direito de participar no torneio. Trinta e dois países participaram da Copa de 2006, cuja final foi no dia 9 de Julho.
A decisão de confiar à Alemanha a organização do torneio foi controversa, já que se esperava que o campeonato ocorresse na África do Sul. Os outros países candidatos à organização eram Inglaterra, Marrocos e Brasil. Desde que a escolha foi feita, o órgão que controla mundialmente o esporte, a FIFA, afirmou publicamente sua intenção de rotacionar o país-sede entre suas confederações integrantes. A sede para a Copa seguinte foi escolhida logo em seguida: a África do Sul abrigou os jogos da Copa do Mundo de 2010. Como preparação para a competição, a FIFA organizou a Copa das Confederações 2005 na Alemanha, torneio ganho pelo Brasil. A Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil.
De acordo com os resultados obtidos nas eliminatórias, os 32 países classificados foram: Alemanha (previamente classificada como país sede), Argentina, Brasil, Paraguai, Equador, México, Estados Unidos da América, Trinidad e Tobago, Costa Rica, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Suíça, Suécia, República Tcheca, Ucrânia, Sérvia e Montenegro, Países Baixos (Holanda), Croácia, Polônia, Togo, Gana, Angola, Costa do Marfim, Tunísia, Japão, Arábia Saudita, Irã, Coréia do Sul e Austrália.
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, três países lusófonos estiveram presentes (Portugal, Angola e Brasil). E foi a primeira vez, também, que a Concacaf terá quatro representantes (EUA, México, Costa Rica e Trinidad e Tobago), o mesmo número de América do Sul e Ásia.
A edição de 2006 do torneio marcou a 18ª vez que o Brasil participou da Copa do Mundo e a quinta vez em que defendia o título de campeão. Vale lembrar que, apesar de não representarem seu país de origem, havia jogadores de origem brasileira em diversas outras seleções classificadas para a fase final. Os técnicos das seleções da Arábia Saudita, Costa Rica, Portugal e Japão são brasileiros, bem como integrantes dos elencos técnicos de Portugal, Tunísia, Japão, Espanha e México.
A seleção brasileira chegou até as quartas-de-final, quando foi derrotada pela seleção francesa. Na classificação final, o Brasil ficou na quinta posição. 


Curiosidades sobre a Copa do Mundo de Futebol

- O recorde de gols em Copas é do brasileiro Ronaldo com 15 gols;
- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo;
- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco;
- Itália foi quatro vezes campeã, seguida da Alemanha três vezes campeã e das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada;
- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta;


Regulamento 

A fase final da Copa do Mundo é disputada por 32 seleções. A Europa tem direito a 14 vagas, uma delas ocupada pelo país-sede. O continente africano envia 5 representantes, enquanto que a América do Sul e a Ásia têm, cada uma, 4 países garantidos. Já a Concacaf, confederação que reúne as seleções da América do Norte, América Central e Caribe, tem direito a 3 vagas. As duas vagas restantes são definidas em confrontos de repescagem entre seleções da América do Sul e da Oceania e equipes da Ásia e da Concacaf.


Sistema de disputa

1ª fase
A primeira fase será disputada no sistema de ligas, isto é, as seleções jogam contra as outras integrantes do seu grupo. Cada vitória vale três pontos e cada empate um ponto. A equipe perdedora não ganha nenhum ponto.
Após a disputa dos seis jogos, as duas seleções que conquistarem mais pontos dentro do grupo passarão para a próxima fase, as oitavas-de-final. Caso duas equipes terminem empatadas em número de pontos, os critérios de desempate são os seguintes (pela ordem): saldo de gols, gols marcados, confronto direto, saldos de gols no confronto direto, gols marcados no confronto direto e sorteio.

Oitavas-de-final
Dessa fase em diante, os jogos são eliminatórios. Os confrontos serão disputados entre os vencedores de cada grupo e os segundos colocados em seus grupos.
Caso haja empate no fim do tempo regulamentar de 90 minutos, será disputada uma prorrogação de meia-hora, com dois tempos de 15 minutos cada. Caso o empate persista, o vencedor será conhecido na disputa por pênaltis.
Para esclarecer: o sistema conhecido como "Golden Goal", ou "Gol de Ouro", em que a primeira equipe que marcar um gol na prorrogação é a vencedora, não será usado na Alemanha. Em 2002, na Copa do Japão e da Coréia do Sul, o "Gol de Ouro" foi a alegria de seleções como Coréia do Sul (oitavas-de-final contra a Itália), Senegal (oitavas-de-final contra a Suécia) e Turquia (quartas-de-final contra a Senegal).

Quartas-de-final
Os vencedores de cada confronto das oitavas se enfrentam, de acordo com a tabela da Fifa.

Semifinais
Os vencedores de cada confronto das quartas se enfrentam, de acordo com a tabela da Fifa.

Terceiro lugar
Os perdedores das semifinais disputam o terceiro lugar da competição.

Final
Será disputada entre as seleções que vencerem seus jogos na etapa semifinal.

Doping
É considerado doping qualquer tentativa de melhorar a performance do jogador. Tentativas de alterar ou destruir as amostras de urina também são considerados atos de doping. Testes antidoping com amostras de urina e sangue serão realizados durante treinamentos e jogos. Qualquer jogador do elenco, inclusive aqueles que não participaram de um determinado jogo, pode ser convocado para o antidoping.

Painéis eletrônicos
Será usado para mostrar substituições de jogadores e acréscimos. Relógio com a duração da partida pode aparecer, mas a contagem deve parar no final de cada tempo regulamentar.

Estádios
Tanto nas eliminatórias quanto na fase final, os estádios devem oferecer somente lugares sentados. O campo de jogo deve ter as dimensões de 105m x 68m. A Fifa permite que jogos sejam realizadas em gramados naturais ou sintéticos, mas na Copa da Alemanha não haverá campos artificais.

W.O
O oponente será considerado o vencedor por um placar de 3 a 0 (ou por um placar maior se a equipe que abandonar o jogo já estiver perdendo por mais gols de diferença), ganhando automaticamente 3 pontos.

Evolução das Regras 
Desde os tempos da bola de capotão, as regras do futebol sofreram diversas alterações. Até a Copa da Inglaterra de 1966, por exemplo, não eram permitidas substituições. Prorrogação em dois tempos de 15 minutos e a não marcação do impedimento quando o atacante estiver na mesma linha do defensor são outras das mudanças promovidas pela Fifa ao longo dos anos. Veja, item a item, o que vale hoje dentro das quatro linhas.

Início e reinício do jogo
  • A equipe que ganhar o sorteio do cara ou coroa decidirá a direção em que atacará no primeiro tempo da partida.
  • A outra equipe terá a posse de bola para iniciar o jogo.
  • A equipe que ganhar o sorteio terá a posse de bola no início do segundo tempo.
  • Na etapa final, as equipes mudarão de lado e atacarão em direção oposta a do primeiro tempo.
Pontapé de saída
O pontapé de saída é uma forma de reiniciar o jogo:
  • Após a marcação de um gol
  • No começo do segundo tempo da partida
  • No começo de cada tempo da prorrogação, caso seja necessário.
  • É permitido marcar um gol diretamente do pontapé de saída
Bola fora de jogo
A bola estará fora de jogo quando: tiver ultrapassado completamente uma linha lateral ou de fundo, seja pelo chão ou pelo ar.

Bola em jogo
A bola estará em jogo em qualquer outra circunstância, inclusive quando: rebater em uma das traves e permanecer dentro das quatro linhas ou tocar no árbitro ou em um dos assistentes, desde que estes estejam dentro dos limites do campo.

Impedimento
Um jogador estará em posição de impedimento quando: se encontrar mais próximo da linha de fundo contrária do que a bola e o penúltimo adversário.

Um jogador não estará em posição de impedimento se:
  • Receber a bola em seu campo
  • Tiver dois adversários à sua frente
  • Estiver atrás, ou na mesma linha, de quem passou a bola
Um jogador em posição de impedimento será punido somente quando, no momento do passe, o árbitro julgar que:
  • Ele está interferindo no jogo
  • Ele está atrapalhando um adversário
  • Ganhando vantagem da posição adiantada
Não existirá impedimento se o jogador receber a bola diretamente de:
  • Um tiro de meta
  • Um arremesso lateral
  • Uma cobrança de escanteio
Para qualquer marcação de impedimento, o árbitro deverá anotar um tiro livre indireto para a equipe adversária, que deverá ser cobrado do lugar de onde se cometeu a infração.

Gol marcado
O gol será validado quando a bola ultrapassar totalmente a linha entre as traves e por debaixo do travessão, sempre que a equipe anotadora não tenha cometido nenhuma infração na regra.

Prorrogação
Caso haja empate ao término do tempo regulamentar e necessidade de uma prorrogação, esta será sempre disputada em duas partes de 15 minutos cada uma, com um descanso de 5 minutos ao final do tempo regulamentar. No entanto, não haverá descanso ao entre os tempos da prorrogação.

Cobranças de pênalti
Será concedida uma cobrança de pênalti contra a equipe que cometeu uma das dez infrações que caracterizam um tiro livre direto, dentro de sua própria grande área, enquanto a bola está em jogo.
É permitido marcar um gol diretamente em uma cobrança de pênalti.
Será concedido um tempo adicional para que se possa executar uma cobrança de pênalti ao final de cada tempo ou ao final dos períodos da prorrogação.

Procedimentos de substituição
Para substituir um jogador deverão ser observadas as seguintes condições:
O árbitro deverá ser informado da substituição proposta;
O substituto não poderá entrar no gramado antes de receber autorização do árbitro e que o jogador substituído tenha deixado o campo;
O substituto entrará no terreno de jogo unicamente pela linha do meio de campo e durante uma interrupção da partida;
Uma substituição estará consumada quando o substituto entrar no terreno de jogo;
Um jogador que tenha sido substituído não pode mais voltar para a partida;
Todos os reservas e jogadores substituídos estão submetidos à autoridade do árbitro, sejam chamados ou não a participar da partida.

Os árbitros
Cada partida será controlada por um árbitro, que terá a autoridade total para fazer cumprir as regras do jogo.
Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, as decisões da Comissão de Árbitros da Fifa foram definitivas e não sujeitas a apelações.

A bola
Propriedades e medidas
  • Será esférica
  • Será de couro ou outro material adequado
  • Terá uma circunferência não superior a 70 cm e não inferior a 68 cm
  • Terá um peso não superior a 450 g e não inferior a 410 g no início do partida
  • Terá uma pressão equivalente a 0,6 - 1,1 atmosferas (600 - 1100 g/cm²) ao nível do mar

Conclusão

Concluímos que a Copa do Mundo é o maior evento do esporte mais popular do mundo, é uma paixão que move o mundo inteiro, nos une com o mesmo intuito: à vitória, nos faz esquecer as diferenças de cor, nacionalidade, idioma e nos prende na esperança da conquista de mais uma copa.
Durante a copa ficamos felizes com o nosso país, esquecemos os problemas, as desigualdades sociais e pensamos apenas no futebol.
Fonte:http://www.coladaweb.com/educacao-fisica/copa-do-mundo-de-futebol

Autoria: Dayane Gunella Montalvão

    

O pior analfabeto é o analfabeto midiático

“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21

 jornal nacional analfabeto midiático

Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.
Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.
Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.
jornal nacional analfabeto midiático
Bancada do Jornal Nacional (Divulgação)
O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi de
flagrada.
Celso Vicenzi 
 Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/08/o-pior-analfabeto-e-o-analfabeto-midiatico.html


       

quarta-feira, 23 de abril de 2014

GETÚLIO VARGAS - HERANÇA ONIPRESENTE


 

AS CONTRADIÇÕES NA VIDA DO MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DO BRASIL

CURRÍCULO

NOME: Getúlio Dornelles Vargas
NASCIMENTO: São Borja (RS), 19 de abril de 1882
Morte: Rio de Janeiro (RJ), 24 de agosto de 1954
Ocupação: Presidente da República

Nenhum brasileiro poderia ser mais polêmico. E, ao mesmo tempo, não há dúvidas que não deveria ser outro senão o primeiro dentre dez nomes fundamentais para a História do Brasil. Getúlio Vargas foi um ditador – e um presidente democrático – que dividiu o país. É possível amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo lugar. A consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, e mesmo coisas mais abstratas, como um certo nacionalismo excludente, que encara adversários como “entreguistas”, inimigos da nação, todas são heranças da Era Vargas, que, 80 anos depois, ainda não é objeto de consenso entre pesquisadores.

A própria natureza política de Vargas é difícil de avaliar. A Revolução de 1930, na qual ascendeu ao poder como presidente provisório, prometia industrializar o Brasil e corrigir os defeitos antidemocráticos da República Velha. Em 1932, o voto tornou-se secreto, obrigatório e passou a incluir as mulheres, de forma a acabar com o “voto de cabresto”, no qual lideres locais pressionavam os eleitores a elegerem seus candidatos, já que era possível saber quem votava em quem. A demora em entregar uma nova Constituição e o fato de a Revolução ter deposto um paulista, Washington Luís, levaram São Paulo a uma guerra civil, a Revolução Constitucionalista de 1932. O estado foi derrotado, mas a constituição saiu, por meio de uma assembleia de base, eleita de acordo com novas leis, em 1934.

Eleito indiretamente no mesmo ano, Vargas detestou o resultado da Constituição, para ele oneroso demais para o orçamento público e liberal no combate à subversão – em 1935, houve um levante comunista. Antes que seu mandato acabasse, em 1937, ele deu um autogolpe, impondo uma nova carta, que proibia greves, acabava com os governos estaduais e permitia ao governo demitir funcionários públicos, baseada na constituição da Polônia, de inspiração fascista.

O Brasil desenvolveu indútrias de base, como a Companhia Siderúrgica Nacional, de 1941, e a Vale do Rio Doce, no ano seguinte. Também deu uma séria guinada para o fascismo. Foi estabelecido um culto à personalidade do ditador, e as manifestações culturais foram enquadradas numa perspectiva nacionalista e construtiva. Em 1942, esse país autoritário entraria em guerra contra o fascismo, tornando-se o único da América Latina a enviar tropas à Europa – e vencer os alemães, diga-se.

A contradição em lutar por democracia com uma ditadura em casa não passou despercebida. Ao fim da guerra, Vargas foi deposto. Mas sua popularidade era imensa, e ele voltou como presidente eleito em 1951. O Getúlio democrático governou um país sectário. A imprensa e a classe média estavam contra ele. A esquerda, que Vargas havia perseguido, passou a apoiá-lo. Em tempos de Guerra Fria, essa aliança apenas exaltou os ânimos. Em meio a uma furiosa polêmica causada por uma tentativa de assassinato ao jornalista opositor Carlos Lacerda por um membro da guarda pessoal do presidente, Vargas escreveu seu famoso “Saio da vida para entrar na história” e deu um tiro no coração. Seu fantasma assombraria o país para sempre. Seriam seus aliados ou opositores que decidiriam o futuro do Brasil pelas próximas gerações.

O BRASIL DE GETÚLIO
Ano: 1940
População: 41.263.315
População Rural: 68%
Taxa de Analfabetismo: 56,1%
Regime Político: Estado Novo (Dtadura Civil)

COMO SERIA SEM ELE
Provavelmente o país seria ainda mais agrário. As indústrias petrolífera, de mineração e siderúrgica talvez não tivessem sido fundadas ou seriam multinacionais. Por outro lado, com ânimos políticos menos exaltados, o país poderia ter escapado de duas ditaduras.

FONTE: AVENTURAS NA HISTÓRIA

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os direitos humanos e a educação inclusiva





Uma educação que não respeite a diversidade e que não valorize o convívio, a interação e a cooperação entre alunos naturalmente diferentes nas suas personalidades e nos seus percursos de aprendizagem é uma educação antiética
Desde que foi proclamada em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) sempre tem estado debaixo de alguma polêmica. A sua aspiração de consagrar direitos “universais” tem sido repetidamente desafiada por críticas que sublinham as circunstâncias de tempo e de espaço em que esta declaração foi concebida. Estas críticas colocam em discussão a parcialidade e a relatividade dos direitos humanos tal como foram entendidos e proclamados na declaração e assim reduzir-lhes o impacto, ao tornarem-nos fruto de uma conjuntura e mera expressão de um conjunto de circunstâncias.

Parece insofismável que uma leitura atenta da declaração desvenda as marcas de um tempo e de um espaço claramente ocidental e de pós-guerra. Mas será que a situação espácio-temporal da declaração a invalida e lhe retira a pertinência? Lembraria que nenhum escrito humano, por mais sagrado, inspirado ou intemporal que pareça, pode prescindir da sua contextualização no tempo e no espaço. É, por exemplo, muito difícil entender plenamente os textos da Bíblia – quer o Novo quer o Velho Testamento – sem que as suas narrativas sejam contextualizadas e situadas no tempo. Não é portanto argumento depreciativo para qualquer escrito o fato de o situar num tempo e num espaço: pelo contrário, trata-se uma diligência indispensável para o compreender em toda a sua significação.
No que respeita à educação, a DUDH é particularmente interessante. Isto porque proclama no seu artigo 26.º, n.º 1:  “Toda a pessoa tem direito à educação (…).” Logo no parágrafo 2.º postula: “A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das diferentes liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos (…).” Entende-se o grande alcance e a ambição deste artigo: o de outorgar a todos os seres humanos (sublinho “todos”, independentemente de serem pobres, estrangeiros, do seu gênero, da sua deficiência, etc.) o direito a uma educação que vise o desenvolvimento pleno da personalidade e o reforço dos direitos do homem. É este último aspecto — “reforço dos direitos do homem” — que gostaria de realçar nesta reflexão.

Parece inequívoco que a DUDH atribui à educação um estatuto que não é a de um simples direito (“Toda a pessoa tem direito à educação…”), mas também lhe atribui o papel de ser uma ferramenta, um meio, para que todos os outros direitos proclamados na declaração sejam desenvolvidos e efetivados (”A educação deve visar (…) o reforço dos direitos humanos…”). Este duplo papel da educação enquanto direito em si próprio e em meio indispensável para que se concretizem todos os outros direitos é extraordinariamente ambicioso e responsabilizador. Desafia-nos a conceber um sistema educativo que possa cumprir aquilo que a declaração proclama e que cada país subscreveu: uma educação que para além de ser verdadeiramente universal possa contribuir decisivamente para concretizar todos os outros direitos humanos.
Se a educação deve “reforçar os direitos humanos (…), as liberdades (…) e favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade (…)”, será que ela se pode organizar fora dos valores da inclusão? Pareceria muito estranho que pudesse ser favorecida a “compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos” sem que estes desideratos pudessem ser desenvolvidos fora de uma perspectiva inclusiva. É absurdo pensar que se pode encorajar o conhecimento da diferença criando os ambientes restritivos e homogêneos. Como se poderia conhecer e compreender o outro limitando o convívio com as diferenças? Lembraria a este propósito que a inclusão tem como base princípios educacionais, a valorização da aprendizagem de todos os alunos num mesmo contexto educacional (agrupamento, escola, turma), sendo por isso fundamental que a escola possa diversificar os conteúdos, as estratégias e as experiências de aprendizagem para que ninguém fique privado da melhor educação a que tem direito.

Defender que a qualidade educacional se atinge através da constituição de grupos homogêneos de alunos e que os alunos aprenderiam mais e melhor, se não tivessem que lidar com as diferenças dos outros (isto é, que todos aprendessem tudo ao mesmo tempo), é completamente irreal. Se alguém tem dúvidas sobre a excentricidade desta opinião que peça a qualquer professor para ele lhe relatar a sua experiência com turmas “homogêneas”…
Diria, como corolário, que uma educação que não respeite a diversidade e que não valorize o convívio, a interação e a cooperação entre alunos naturalmente diferentes nas suas personalidades e nos seus percursos de aprendizagem é uma educação antiética, porque é contrária à DUDH.

Os direitos humanos proclamados na DUDH, apesar de serem “velhinhos” de 65 anos, continuam a constituir-se como um baluarte de defesa contra as injustiças sociais e educacionais.
Termino relembrando a majestosa primeira frase do artigo 1.º da declaração “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em opinião e em direitos.” A partir daqui parece “fácil”: é só construir uma educação que, nos seus valores e práticas, não seja contrária aos direitos humanos.

David Rodrigues
Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
Fonte: www.publico.pt